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Como vão descalçar a bota?

Uma secção do (Im)pertinências onde serão recolhidos para memória futura os juízos laudatórios do desempenho do zingarelho inventado por Ant...

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Deixar de dar graxa para mudar de vida

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Aqui se trata, com impertinência, das necessárias mudanças de paradigma, do dar corda aos sapatos, do pôr fim às desculpas dos ELES, do pôr a trabalhar os estradistas, do acabar a ilusão do sol na eira e da chuva no nabal. E, claro, trata-se também de como, para fazer isso, termos que emagrecer o monstro, o tratador da vaca marsupial pública, que vituperamos pela palha que consome, mas cujas tetas procuramos sofregamente.

Descentrismo

Uma pulsão maioritária entre os portugueses que os leva inexoravelmente a encalhar o chaço num parque de estacionamento evitando cuidadosamente centrá-lo entre as guias pintadas no chão. Guias que, diga-se em jeito de justificação para os praticantes do Descentrismo, foram concebidas por uns atrasados mentais que ainda não repararam que o mini deixou de se fabricar há 30 anos. É difícil distinguir pelos resultados o Descentrismo de esquerda e o de direita, pois levam ao mesmo. Diferente, diferente, só mesmo o Descentrismo oblíquo que é muito mais eficiente visto que atrapalha a esquerda e a direita. Talvez por isso, é claramente o mais representativo dos Descentrismos.

Diálogos de Plutão

O Plutão destes diálogos é o planeta mais pequeno do sistema solar, o mais afastado e o que tem a órbita mais inclinada relativamente aos outros. É por isso um planeta excêntrico, desalinhado, desconforme, fora do baralho e, portanto, impertinente. Aliás há quem não o considere sequer um planeta. Os diálogos deste Plutão, são conversas excêntricas, ouvidas ou imaginadas, que talvez até nem sejam conversas

Diário de bordo

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Aqui Impertinente suspira e solta os seus gritos d’Alma. Aqui aflora, uma vez ou outra, o lado feminino do Impertinente.

Diário da manhã

Diário fundado em 1931 e fechado em 1971, considerado o porta-voz do falecido regime. Por extensão, um diário da manhã é um jornal publicado todos os dias (ou quase) de manhã, que se pode considerar um dos porta-voz do regime moribundo que substituiu o falecido.

Dicionário do Ês

Acervo de vocábulos e de termos próprios do linguajar de várias tribos ociosas. Compreende dialectos sortidos, tais como: economês, europês, critiquês, intelectualês, juridiquês, politiquês, entre outros. O dicionário inclui também locuções, que são expressões coloquiais coloridas e cabalísticas usadas entre os membros da mesma tribo.

Direitos adquiridos (Politiquês)

Direitos que os seus detentores pretendem manter, essencialmente à custa dos que os não podem adquirir, por já terem sido adquiridos. Pertencem à categoria das chamadas conquistas de Abril e são as nossas vacas sagradas

(La) Donna e un animale stravagante

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Uma área temática cujo nome se inspira no dueto de uma ária da ópera de Gaetano Donizetti «Elisir d'amore» em que o charmoso Belcore e a alma simples Nemorino disputam o coração volúvel de Adina. É, por assim dizer, uma homenagem às gajas que um homem se esforça por compreender sem sucesso e, à falta de outra coisa, se limita a amá-las o melhor que pode e sabe.

Doutrina Somoza

O presidente Franklin D. Roosevelt terá dito em 1939 a propósito do apoio ao ditador Somoza: «he may be a son of a bitch, but he's our son of a bitch». A mesma frase foi reiteradamente aplicada para justificar as cumplicidades da administração americana com muitos outros ditadores, um pouco por todo o mundo. E é dito, por outras palavras, todos os dias em privado e em público pela esquerda e pela direita, reconheça-se, mais em privado e com um pouco mais de recato.