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Como vão descalçar a bota?

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Caminho para a insolvência

O caminho para a insolvência é um atalho no caminho para a servidão.

Caminho para a servidão

O Caminho para a servidão é uma área do (Im)pertinências, dedicada ao Portugal colectivista, que foi buscar o seu nome à obra de Friedrich Hayek de 1944. Quando foi publicada nesse ano The Road to Serfdom, já era visível o fim próximo do eixo alemão-italiano-japonês; por isso Hayek visava muito mais os germes do colectivismo que floresciam nas sociedades democráticas ocidentais (e a expansão do comunismo) do que os regimes nazi-fascistas na iminência do colapso. A crise financeira e económica internacional que cavalgou a crise estrutural da economia portuguesa está a ser um poderoso álibi para o colectivismo imanente na sociedade portuguesa que impregna a partidocracia doméstica reforçar a sua influência a pretexto do alegado falhanço do alegado neo-liberalismo que, seja lá o que se entenda por tal, nunca fez parte das doenças que nos assolaram nem das mezinhas que tomámos, pelo menos desde Dona Maria II.

Carta Aberta

É uma contradição nos termos. Uma carta é fechada. Uma carta que é aberta, não é fechada (ver La Palice). É, pois, uma carta que não é uma carta. É uma circular que tem como destinatários reais toda a gente menos o destinatário formal. É também uma grande falta de vergonha de quem a escreve, ao divulgar os seus termos por terceiros, muitas vezes antes do destinatário a conhecer, sem cuidar de saber se autorizaria. É, em suma, um insulto à inteligência de todos os seus destinatários.

Case study

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Como o nome sugere, aqui se viram do direito e do avesso e se dissecam exemplos notáveis que embasbacam o Impertinente.

Chateaubriand

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Citações nómadas (intelectualês)

Citações, feitas por um líder ou candidato a líder, que distribui, em acto ou em potência, sinecuras. São citações sem a consultoria dum especialista, que, porém, já se perfila para emprestar os seus sábios conselhos a troco dum prato, se não puder ser um tacho, de lentilhas.

Cóltura (intelectualês)

Segundo a Wikipedia
«The word culture comes from the Latin root colere, (to inhabit, to cultivate, or to honor). In general it refers to human activity; different definitions of culture reflect different theories for understanding, or criteria for valuing, human activity.»
A Cóltura (com maiúscula) é a actividade das pessoas cóltas, que concebem óbjectos cólturais invendáveis. Os cóltos não costumam ter, a não ser marginal e esporadicamente, um labor produtivo - fogem dele como o diabo da cruz. Tentam, e por vezes conseguem, obter uma sinecura do Estado (com maiúscula) . Geralmente chegam a este ponto depois de viverem às custas do mecenato familiar, de amigos e, uma vez ou outra, para os mais talentosos, às custas dum(a) namorado(a) ou dum(a) amante. Há exemplos conhecidos de pessoas cóltas que foram bafejadas ao longo da sua vida por sucessivos mecenatos, às vezes cumulativos.

Apesar de pequenas diferenças, segundo as idiossincrasias nacionais, as cólturas dos diferentes países europeus apresentam traços comuns, por influência da cóltura francesa - a estirpe original deste vírus primitivo foi espalhada pelos exércitos napoleónicos. Podemos. por isso, falar sem simplificações exageradas duma cóltura da Óropa.

Como vão descalçar a bota?

Uma secção do (Im)pertinências onde serão recolhidos para memória futura os juízos laudatórios do desempenho do zingarelho inventado por António Costa, composto por PS, PCP e BE e baptizado de geringonça, juízos produzidos pelos comentadores (incluindo o residente em Belém), opinion dealers e jornalistas de causas que a têm levado ao colo.

Condição masculina

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Onde se trata da decadência, e das suas origens, do macho humano e em particular do macho lusitano. Esta área é dedicada à Doutora Amélia e tem por lema o silogismo: se Deus quisesse que os machos fossem iguais às fêmeas só tinha feito caracóis, e Deus fez um sem número de espécies.

Consenso (politiquês)

Um acordo virtual, sobre matérias que não se sabe exactamente quais são, mas sobre as quais se suspeita existirem opiniões muito diferentes, que nenhuma das partes está muito interessada em conhecer. Durante o processo de procura do consenso todos se sentem obrigados a fingir boa vontade para chegar a resultados práticos que, em definitivo, ninguém quer chegar.

Há dois desfechos possíveis para o consenso: o positivo e o negativo (em rigor equivalem-se nos efeitos finais). No consenso positivo concorda-se com «grandes princípios», o que entre gente sem princípios não significa o que significa. No consenso negativo concorda-se que não se concorda, por a outra parte estar de má fé como se demonstrou durante o processo negocial (quem está de má fé é afinal o único ponto insusceptível de consenso).

Consolado

Período em que o eleito exerce um cargo com visível satisfação própria, mas com enorme frustação dos seus eleitores e um murmúrio eu bem vos avisei dos não eleitores, acompanhado com um olhar cínico para os seus eleitores. Exemplo: os 6 anos em que o Sr. Eng. (Correntes Frouxas) Guterres foi primeiro ministro.

Convergência real (Europês)

Ao contrário da convergência nominal, que se pode prosseguir à custa da extorsão, como no passado imposta às colónias, ou no presente consentida pelos contribuintes europeus, a convergência real exige esforço. Consiste essencialmente em começar a trabalhar cedo, lavar os pés, não estacionar em cima dos passeios os carros comprados com o dinheiro dos bancos, emprestado pelo sistema financeiro internacional, e last but not least não levar os cães a defecar na rua.

Crise do regime

Ocorre quando uma figura do regime é investigada, detida, presa ou condenada por crimes de corrupção, branqueamento de capitais, evasão fiscal ou outros.